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Resumo/Descrição
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Na última viagem que fez aos Estados Unidos, poucas
semanas antes de morrer, Paulo Freire foi convidado para um
encontro com amigos na casa de um jornalista brasileiro. Lá,
uma educadora norte-americana perguntou para Paulo qual era
a qualidade que considerava fundamental num educador. Sem
muita demora, Paulo afirmou que, para ele, era gostar da vida.
Esta resposta poderia soar estranha partindo de um dos
maiores pedagogos do nosso século. Entretanto, em se tratando
de Paulo Freire não há nada a admirar. Afinal, Paulo viveu
apaixonadamente o seu tempo e construiu uma pedagogia que
brota da luta pela vida, pela vida em abundância.
Mesmo que a resposta à educadora norte-americana,
dificilmente, seja encontrada nos compêndios de didática, o gosto
pela vida foi um princípio educativo para este nosso principal
educador brasileiro.
Em outra situação, Paulo já afirmara o poder da vida:
“É exatamente a vida, que aguçando nossa curiosidade,
nos leva ao conhecimento; é o direito de todos à vida que nos
faz solidários; é a opção pela vida que nos torna éticos.”
Vida, curiosidade, conhecimento, solidariedade, ética são
algumas das palavras geradoras da educação, na visão de Paulo
Freire.
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